Contra o Princípio Copérnico

A TERRA E OS EXTRATERRESTRES

Vem de longa data as especulações sobre a existência de vida e inteligência extraterrestre. Tais especulações remontam à época do filosofo grego Demócrito (460 a 370 a.C.), que acreditava na existência de um infinito número de mundos, cada um desses com um planeta central, habitado. Demócrito, inclusive, acreditava que também a lua fosse povoada. Todavia, a crença em inteligência extraterrestre não era popular nos tempos antigos, embora a existência de legiões de anjos e demônios fosse reconhecida.

O grande impulso para a crença em supostos seres extraterrestres inteligentes veio com o advento da revolução copernicana do século 16. Copérnico foi aquele que sugeriu que a terra não era tão importante como se julgava, e que, segundo ele, sequer deveria ser considerada como o centro do universo e sim como um simples corpo celeste que vagava ao redor do sol, que, segundo essa teoria, passaria a ser o verdadeiro centro do universo, segundo a cosmologia da época. Com o rebaixamento da terra ao nível de apenas um planeta como os outros, deixou de haver razão para a crença em sua singularidade de função e propósito. Assim, a evolução da ideia, e do desejo, de que houvesse vida inteligente em outros planetas, foi aumentando cada vez mais no mundo científico.

O fato é que não há evidência CIÊNTIFICA que sustente a crença em inteligência extraterrestre. Pelo contrário, não tem havido sinal de vida de qualquer forma em nenhum dos outros planetas. Todas as buscas têm levado a resultados puramente negativos. Buscas por vida interestelar, varrendo as estrelas mais próximas na expectativa de detectar sinais de rádio, ou ruído indicativo de civilização, têm virtualmente eliminado a possibilidade de vida civilizada avançada num raio de uma centena de anos-luz. Para cobrir distâncias de tal ordem, mesmo um foguete extremamente veloz, digamos que com uma velocidade equivalente a um décimo da velocidade da luz, levaria mais de mil anos, e diálogos via rádio teriam espaços de um século entre as mensagens. Assim, para todos os fins práticos, comunicação com civilizações extraterrestres pode ser excluída da realidade.

A SINGULARIDADE DO HOMEM

A despeito das esplêndidas especulações que saem de mentes brilhantes do mundo da ciência e das místicas teorizações cosmológicas promovidas por pensadores atuais, a verdade é que o homem está numa relação especial com Deus; pois, entre todas as possíveis criaturas, Cristo escolheu assumir a natureza humana, especificamente. Isso nos leva a um argumento adicional contra os tais seres extraterrestres: a posição especial do homem no universo. De acordo com Gênesis, capítulo 1, apenas o homem foi feito à imagem de Deus, e SÓ O HOMEM FOI DESIGNADO PARA TER DOMÍNIO SOBRE A CRIAÇÃO. Mesmo as estrelas, foram criadas primariamente para servir como luz e sinal para os homens. Além disso, ao fim dos tempos, Cristo retornará À TERRA, a habitação dos homens, e, estes, terão ainda a incumbência de julgar os anjos. E não nos esqueçamos de que a Nova Jerusalém DESCERÁ DO CÉU À TERRA. Claro que não apenas isso, mas isso também reforça o lugar especial do homem na criação de Deus e a importância central da terra na narrativa bíblica.

Texto criado com base nos argumentos do livro Deus e Cosmos, de John Byl, Professor de Matemática e Diretor do Departamento de Ciências Matemáticas da Universidade Trinity Western e PHD em Astronomia pela Universidade de British Columbia.