A CEIA DO SENHOR


O VERDADEIRO SENTIDO DA CEIA DO SENHOR

Muitos conhecem o texto de 1 Coríntios 11, usado frequentemente como parte integrante da liturgia da santa ceia em quase todas as igrejas cristãs. O que talvez alguns ainda não tenham percebido é que Paulo está falando sobre o que “não é a ceia” e o mais curioso é quando ele argumenta mostrando o porque ele pensa assim, pois ele diz que os irmãos:

  1. Se ajuntavam não para melhor;
  2. Se ajuntavam para pior (sim, ele repete a mesma coisa de forma 3. levemente diferente);

e disse também que “Havia divisões na igreja”.
Por isso, diz Paulo, “quando vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis” (1 Coríntios 11.20). A Ceia do Senhor é o mesmo que “Santa Comunhão” ou, para ficar mais compreensivo: “comunhão santa”. À primeira vista pode parecer redundante a expressão “santa comunhão” por parecerem duas palavras positivas e que dariam a mesma ideia, mas a verdade é que pessoas podem ter comunhão para o mal e como disse Paulo, pessoas também podem “se ajuntar para pior”. O conceito de Comunhão só é positivo quando a afinidade envolvida no conceito aponta para o bem; da mesma forma, “estar juntos” não é uma indicação de que algo bom vai sair daquela “união”.

Por falta de atenção ao contexto de 1 Coríntios 11, muitos perderam o foco do que Paulo realmente tinha em mente ao escrever sobre o assunto.

A segunda metade do capítulo 11 de 1 Coríntios é um texto em que Paulo demonstra sua indignação pelo comportamento indevido dos irmãos para com outros membros do Corpo de Cristo. É por causa deste texto que compreendemos o que realmente a Ceia representa aos olhos de Jesus Cristo. Paulo diz que sua percepção sobre a santa ceia tinha sido recebida do próprio Cristo ressurreto em pessoa; e acrescenta que enquanto os irmãos estivessem se “ajuntando para pior” ou “vivendo em divisões” e “menosprezando e envergonhando os irmãos”, “sem discernir os membros do Corpo”, eles estariam “bebendo e comendo juízo para si mesmos”, ainda que ingenuamente pensassem que estivessem “comendo a ceia”.

O mandamento claro da Nova Aliança é amar os outros “como Jesus nos amou” (João 15.12, 13.34). Qualquer injustiça é pecado, mas pecados espirituais que vão de encontro a este mandamento devem ter um peso maior do que pecados carnais. A Bíblia diz que “aquele que odeia o seu irmão é assassino, e nenhum assassino tem a vida eterna permanente em si”. Participar da Ceia sem discernir o Corpo (a igreja de Cristo) é tornar-se réu do “corpo e do sangue” de Jesus; e todo réu, quando julgado, padecerá as consequências impostas pelo justo juiz. Por esta razão, dizia Paulo, havia muitos crentes na igreja em Corinto que estavam fracos, doentes e morrendo prematuramente. A grande lição que deve servir de alerta a todos nós é que “se nos julgarmos a nós mesmo não seremos julgados, mas quando não nos julgamos, seremos disciplinados pelo Senhor”

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