O texto de João 8 que fala da mulher surpreendida em adultério é belíssimo por vários aspectos.

Mesmo que aquela mulher tenha passado por uma exposição pública desnecessária, a maior surpresa para ela naquele dia não foi ter sido apanhada praticando o pecado, mas a expressão de amor que ela não esperava encontrar por parte de um dos religiosos da sua nação.

Acostumada a ver apedrejamentos frequentes por causa de pecados como aquele, neste dia em particular ela encontra um homem mais santo que a média amando e perdoando mais do que a média dos religiosos de Israel. Seria isso contraditório? Incompatível? Um paradigma religioso? Ao contrário disso, aprendemos por Jesus que quanto mais alguém ama a Deus, mas ele amará os homens.

Nesta ocasião Jesus demonstra de forma prática aquilo que se tornaria o maior mandamento da Nova Aliança: o amar incondicional, o amor do tipo de Deus, que contrastaria com o velho mandamento da Lei de “amar o próximo como a si mesmo” (Levítico 19.18). O novo mandamento está em João 15.12 e João 13.34: “que vos ameis uns aos outros como eu [Jesus] vos amei”.