Bibliologia e a Marca da Besta em Apocalipse

Ao longo dos anos em que ainda não existia a imprensa os textos bíblicos foram copiados à mão e assim duplicados um por um até que finalmente passaram a ser impressos e mais facilmente replicados. Obviamente que durante todo esse tempo alguns erros não intencionais iriam surgir devido aos exaustivos trabalhos humanos associados a essa tarefa. Além, claro, das alterações intencionais que foram implementadas no texto bíblico com o objetivo, algumas vezes, de salvaguardar a doutrina considerada ortodoxa em certos seguimentos do Cristianismo. O resultado é que hoje existem inúmeras variantes textuais presentes em manuscritos datados de épocas e locais diferentes e cada uma das variantes tem sua própria história.

Apocalipse 13.18, um dos textos mais famosos que trata sobre a Marca da Besta, também tem algumas variantes conhecidas, e, dessa forma, chama nossa atenção para o seu possível sentido original. Alguns textos trazem 666, outros 616, 646 ou ainda algum outro número diferente.

Nesta mensagem eu trato um pouco sobre a formação do texto do Novo Testamento e a possibilidade de que as variantes textuais de Apocalipse 13.18 apontem para um anticristo descendente de Ismael.