Última parte de um estudo sobre Trabalho, Dinheiro e Dízimo

Certa vez li um livro e também já ouvi alguém dizer que existem na Bíblia aproximadamente 215 versículos sobre fé, 218 versículos sobre salvação, 500 versículos sobre oração e 2085 versículos sobre dinheiro. Além disso, das 40 parábolas que Jesus contou, 17 delas envolvem o conceito do dinheiro, prosperidade e questões financeiras; ou seja, 47% de todas as parábolas que temos registradas tratam especificamente sobre esse assunto.

O texto do parágrafo acima não tem o objetivo de provar que o dinheiro ou a prosperidade financeira seja o assunto mais importante da Bíblia, muito pelo contrário. Talvez isso indique este seja um dos assuntos que mais causam problemas àquele que se propõe em servir a Deus.

Parece-me que boa parte dos crentes já entenderam que o dinheiro não é a raiz de todos os males, o que, de certa forma, traz algum avanço para o Cristianismo; todavia, alguns parecem ter esquecido que o amor ao mesmo dinheiro ainda continua sendo a raiz de todos os males. No Novo Testamento só existem duas coisas das quais somos instruídos a fugir: a imoralidade e a idolatria; esta última, por sua vez, sendo reconceituada nas páginas do Novo Testamento como: “avareza”, “amor do dinheiro”, “cobiça”, “querer ficar rico”.

Existe sim uma posição saudável para o dinheiro na vida de uma pessoa de Deus, mas um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo jamais poderia esquecer que “a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui” (Lucas 12.15).

Deus sempre deixa disponível um caminho melhor e mais excelente para todas as áreas da nossa vida. Segundo as Escrituras a maneira estabelecida por Deus para alcançarmos os bens ou recursos que precisamos é o trabalho. Com trabalho vem a prosperidade e a abundância de tudo quanto tempos.

Após a abundância de bens devemos ter o “cuidado de nunca nos esquecermos do Senhor nosso Deus pois ele é quem nos dá forças para adquirirmos tais riquezas” (Deuteronômio 8.5-19). O dízimo é apenas um dos elementos que faz parte do sistema divino para o nosso próprio bem. Além de sustentar as pessoas que Deus chama e estabelece no ministério e promover o avanço dos planos de Deus nesta terra, o dízimo também protege da avareza e da sórdida ganância ao seu doador.

Dar o dízimo, como oferta a Deus, é fazer manutenção da lembrança de que Deus me deu forças e inteligência para conquistar tudo que eu tenho. Além disso o dízimo é também parte da fonte financeira para os avanços do Evangelho nessa terra. A cada nova doação todo crente deveria trabalhar seu coração para manter a mesma atitude do rei Davi ao fazer uma oração de agradecimento por ter tido condições de contribuir com a obra de Deus: “No entanto, o meu povo e eu não podemos, de fato, te dar nada, pois tudo vem de ti, e nós somente devolvemos o que já era teu” (1 Crônicas 29.14, NTLH).