Em meu ponto de vista, as perseguições contribuíram para o crescimento da igreja exatamente como a tentação contribui para a santidade, ou seja, é uma força contrária que impulsiona o cristão a fortalecer suas convicções e seus valores. Assim como um músculo não seria trabalhado sem “a oposição” do peso a ser levantado, da mesma forma a igreja se fortaleceu, expandiu e fez história em meio ao caos da intransigência humana.

Ser cristão neste mundo (onde Satanás é Deus) era, é, e sempre será “ter que nadar contra a maré”. Não é por acaso que Paulo disse que todo cristão que quiser viver piedosamente em Cristo sofrerá perseguições.

Os fatos históricos e pontuais do passado são apenas detalhes de uma verdade maior que jamais deve ser esquecida: Enquanto os cristãos forem cristãos verdadeiros, o mundo será verdadeiramente o mesmo mundo de sempre. Traduzindo: Quanto mais cristianismo houver em nossa vida, mais perseguição e oposição surgirão.

Não há qualquer evolução espiritual ou intelectual acontecendo no mundo que o esteja preparando para abraçar Jesus como Senhor; ao contrário, a única evolução prevista nas Escrituras proféticas e comprovada pelo rumo das coisas, é que nestes últimos dias proliferarão homens ímpios, sem misericórdia, sem afeição natural, desrespeitosos e intolerantes.

Nem todos tem o privilégio de professarem sua fé livremente nas sociedades em que vivem, e se hoje vivemos em uma sociedade onde a perseguição se restringe ao preconceito social, é muito provável que chegará o tempo em que as antigas perseguições desumanas se repetirão novamente, comprovando assim uma das maiores utilidades da história, pois não há nada de novo debaixo do sol!