Eu estudo sobre escatologia desde 1990, ano em que me converti ao Evangelho recebendo Jesus como Senhor. Um dos principais elementos motivadores para a minha conversão foi a sensação de temor que tomou meu coração após ouvir uma mensagem gravada em fita k7 intitulada “A Última Trombeta”. A mensagem tratava sobre uma revelação recebida por um senhor de 79 anos que residia em uma cidade da Noruega e em sua visão ele presenciava o que supostamente acontecerá no dia do arrebatamento. De lá até hoje venho estudando sobre escatologia de forma esporádica, mas nos últimos meses tenho passado boa parte do meu tempo nesse assunto e, mais do que nunca, posso dizer que me sinto estudando sobre os últimos dias enquanto os vou vivendo.

Durante o recente processo de estudos sobre o fim dos tempos me peguei estudando sobre acontecimentos relacionados à história de Israel, e, consequentemente, me aprofundei um pouco mais no estudo sobre seus inimigos históricos: as nações pagãs ao seu redor. A inimizade histórica que já passou por diversas fases diferentes perdura até hoje debaixo de nova roupagem e com terminologias e conceitos próprios, dignos de elementos característicos do final dos tempos.

Sempre soubemos que as Escrituras anunciavam o surgimento de uma espécie de novo império em escala quase global com seu grande líder político e com predominante aspecto religioso tipicamente representado pela famosa figura do falso profeta mencionado no livro de Apocalipse. Tenho razões para acreditar que não existe qualquer outra religião ou sistema político no mundo moderno além do Islamismo que possa preencher todos os requisitos estabelecidos nas Escrituras para desempenhar o papel anticristão anunciado pelos profetas bíblicos.

Não tenho aqui o interesse de explicar todos os pormenores do por que acredito nisso, e ainda que venha a escrever novos artigos onde tratarei sobre esta questão, neste texto quero apenas instigar a curiosidade do leitor deixando registrado isso: o começo do fim já chegou e o Islamismo traz consigo o cumprimento de boa parte das profecias escatológicas.

Muitos dos odiosos inimigos de Israel que desde muito tempo desejam sua aniquilação completa estão entre alguns dos principais povos islâmicos do Oriente Médio: Turquia, Irã, Arábia Saudita, Iraque, Síria, Líbano, Egito, Sudão, Líbia, entre outros. Muito embora estejam sempre tentando destruir Israel de formas diferentes, o juízo de Deus sobre eles não tarda.

A Bíblia diz que o Anticristo que há de surgir receberá de Satanás PODER, um TRONO e GRANDE AUTORIDADE (Apocalipse 13.2). No mesmo livro de Apocalipse Jesus deixou bem claro que este TRONO DE SATANÁS se encontrava na Turquia, na antiga Pérgamo da Ásia Menor (Apocalipse 2.13). A Turquia, aliás, cuja capital nacional já foi chamada de Bizâncio, Nova Roma, Constantinopla, Istambul e atualmente transferida para a segunda maior cidade do país: Ancara, foi a base do antigo império islâmico Otomano que desmantelou o Império Romano do Oriente no ano de 1453 e pelo que tudo indica terá papel de destaque no ressurgimento do último império islâmico antes da volta de Cristo. Todavia, João viu que no tempo devido um dos anjos de Deus “derramará sua taça sobre o TRONO DA BESTA, cujo reino se tornará em trevas, e os homens morderão a língua por causa da dor que sentirão” (Apocalipse 16.10).

Não sei se seria apropriado falar agora sobre quanto tempo nos resta nesta terra, mas lembrando que estamos em 27 de fevereiro de 2014 e que nas últimas semanas testemunhamos ações tomadas pela Turquia que parecem indicar um maior afastamento do ocidente e ao mesmo tempo uma reaproximação aos antigos aliados muçulmanos, podemos imaginar que o importante país do TRONO DE SATANÁS se alinha para o cumprimento das profecias.