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| NOSSA LUTA CONTRA OS DOMINADORES!

Três textos principais são enfatizados aqui: Efésios 6.10-18, Efésios 3.2,3 e 2 Timóteo 2.24-26.

O primeiro texto, clássico ao se falar sobre a guerra entre as forças do mal e o cristão, diz claramente que que nossa luta é contra os DOMINADORES deste mundo. Primeiro, isso significa que se estamos em guerra contra eles é porque não estamos debaixo de seu domínio como o resto do mundo. A igreja é uma força de resistência, tanto no sentido individual quanto grupal, como indivíduos e como Corpo. Em segundo lugar, se estamos em guerra contra os dominadores, é porque nossa luta visa preservar nossa liberdade e manter nossa vida longe do seu domínio, do seu controle. Nosso objetivo é ficar firme em nossa posição de liberdade e independência, mantendo-os exatamente como estão: Podendo até ser dominadores do mundo, mas jamais nossos.

O segundo texto de Efésios 2.2,3 traz alguns esclarecimentos bem interessantes que fortalecem nossa compreensão a respeito do mecanismo de controle diabólico exercido sobre os homens. Paulo diz que “todos nós andávamos no curso deste mundo, segundo o espírito que atua nos desobedientes”. Observe que Paulo disse claramente que o comportamento errado que tínhamos era o resultado de uma ATUAÇÃO espiritual diabólica! O espírito do mal que atua nos desobedientes produz o curso, o padrão, deste mundo que conhecemos. No versículo seguinte ele diz que “todos nós estávamos nessa condição pois seguíamos as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne…”. É importante que entendamos que todas as inclinações carnais tem um ponto limite que é considerado aceitável, mas a partir desse ponto todas elas se se tornam reprováveis. A inclinação para o alimento transforma-se em glutonaria e bebedice; a inclinação para a vida social transforma-se em ciúme, disputa, inveja; a inclinação para o prazer sexual transforma-se em lascívia e impureza. Dar vazão às inclinações carnais, sem qualquer freio ou controle, é caminhar a passos lentos para a morte certa. O cérebro humano silenciosamente se programa para conduzir a vida humana ao hábito que a pessoa decidir alimentar. O texto de Efésios 2.3 fala sobre essa força sutil, mas diabolicamente poderosa: a vontade da carne e dos pensamentos.

Finalmente, se estamos em guerra contra “forças espirituais da maldade”, como Paulo diz muito precisamente em Efésios 6.12, então, é possível que alguns cristãos percam algumas batalhas de vez em quando. Não estou sugerindo que é inevitável, estou dizendo que é possível que isso aconteça. De fato, em 2 Timóteo 2.24-26 Paulo dá instruções sobre o que fazer para libertar dos laços de Satanás aqueles que precisam “se arrepender e retornar à sensatez”.

Segundo Paulo, no texto de Timóteo, o servo do Senhor não deve estar interessado em CONTENDER, e sim em LIBERTAR os que se apresentam como seus opositores. Tudo indica que se o servo do Senhor seguir o conselho de Paulo ele será capaz de “instruir com paciência” e “disciplinar com mansidão”, pois com a atitude correta, ele terá sempre “a EXPECTATIVA de que Deus conceda não só o arrependimento, mas também o retorno à sensatez” de todo aquele que se opõem às coisas de Deus. É provável que Paulo tenha em mente aqueles cristãos que perderam alguma batalha contra as forças espirituais da maldade e se desviaram do caminho, passando a ser dominados pelo Diabo, pois ele menciona a expectativa de ARREPENDIMENTO e o RETORNO A SENSATEZ. E se você acha que Paulo não cria que um cristão possa se embaraçar em sua vida a ponto de ser laçado pelos dominadores deste mundo, veja que ele conclui o texto dizendo que o arrependimento o “livrará dos laços do Diabo, pois foi feito cativo por ele para cumprir a sua vontade” (2 Timóteo 2.26).

Conclusão: as forças espirituais da maldade atuam nos desobedientes, aqueles que se deixam levar desenfreadamente pelas inclinações da sua carne. Estes são os que perderam a batalha contra os dominadores deste mundo, e agora estão laçados e presos aos caprichos e vontades de Satanás. A compreensão destas verdades bíblicas é crucial para a eficácia da ajuda que podemos prestar àqueles que amamos do Corpo de Cristo, pois, como vimos, existe esperança de libertação e esta deve ser a nossa expectativa como servos do Senhor!