Somos tentados pelos nossos próprios desejos

As Escrituras dizem que cada um de nós é tentado quando atraído e engodado pela própria concupiscência. Esta concupiscência da qual o texto de Tiago fala, não faz parte do corpo de outra pessoa, mas do nosso próprio. É a nossa própria cobiça. Não somos tentados pelos desejos dos nossos amigos, de nosso cônjuge ou de outros com quem convivamos. Somos tentados pela nossa própria concupiscência. Tentação é a vontade de fazer uma coisa que particularmente nos agrada e gostamos, mas que as Escrituras dizem que não devemos. É uma atração e sedução para o prazer, contra o que temos que resistir; cada um de nós em seu próprio contexto.

A Bíblia diz que juntamente com a tentação Deus provê o escape, pois não seremos tentados além das nossas forças, visto que não nos sobrevém tentação que não seja humana. Na marinha existe um cálculo que é feito para cada embarcação de forma que seja seguro navegar com ela. Por fora do casco do navio é pintada uma linha horizontal indicando que aquele é o limite de segurança para a submersão daquela embarcação. Se a carga posta no navio for além do limite e o navio afundar mais do que devia, indo além do limite representado pela linha, isso significa que a navegação será perigosa. Esta linha é chamada de “linha de carga máxima” que serve de referência para a linha apropriada de flutuação. Isto serve bem de ilustração para nós, porque nós também, quando caímos, é porque não respeitamos o “limite de carga máxima” que conseguimos suportar.

As Escrituras ensinam que temos “fraquezas” e temos “forças”. Em Hebreus 4.15 diz que não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das “NOSSAS FRAQUEZAS”…. e 1 Coríntios 10.13 diz que não somos tentados além das “NOSSAS FORÇAS”… Precisamos aprender, cada vez mais, a reconhecer as fraquezas e a considerar as forças. Seria tolice pensar apenas na força que temos, assim como seria contraproducente considerarmos apenas as fraquezas.