Quando a vaidade sobe para a cabeça do líder

Ensinamento proferido durante a Conferência de Ministros organizada pelo Ministério Verbo da Vida na região Centro Oeste no ano de 2011. Esta ministração foi realizada com o objetivo de apontar os princípios realmente bíblicos em relação a questões ministeriais. Trata de algumas verdades simples que foram esquecidas ao longo da história, mas que continuam registradas nas Escrituras para servirem de norte para todos aqueles que desejam aprender o que é bíblico e o que não é.

Sabemos que em certo sentido o Cristianismo evangélico saiu do catolicismo romano, mas nem todo catolicismo romano saiu do nosso cristianismo. As supostas “hierarquias e autoridades eclesiásticas”, os “títulos eclesiásticos” que sugerem uma posição especial para aqueles que fazem parte do “sacramento da ordem”, tudo isso nos mostra que tem alguma coisa destoante em relação às Escrituras.

Enquanto hoje em dia alguns consideram uma espécie de rebelião não chamar o nome do outro sem antes mencionar o termo “pastor”, “apóstolo” ou algo parecido, vemos na Bíblia Pedro falando sobre o “amado irmão Paulo” (2 Pedro 3.15) e Paulo mencionando “Tiago, Cefas e João” (Gálatas 2.9) sem que nenhum dos dois faça uso de títulos ou termos que hoje em dia pensamos ser a mais honrada demonstração de respeito ou consideração. Isso não fazia parte da vida cristã em sua essência, mas entrou no período em que o tradicionalismo católico romano predominou e não saiu mais do nosso meio. É comum se ouvir dizer que as “pessoas precisam respeitar os pastores”, mas pouco se fala que os “pastores precisam respeitar as pessoas”.

Jesus disse em Lucas 22.25-27:

Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, EU SOU COMO QUEM SERVE.

O padrão mundano de liderança é totalmente diferente do padrão deixado por Jesus. Que suas palavras não sejam apenas lembranças de algo interessante que um dia foi dito, mas uma expressão natural da nossa vida cheia do conhecimento da Palavra de Deus.

O conceito mundano de autoridade pode até funcionar até certo ponto, mas como Jesus disse: “Nós não somos assim” (Lucas 22.26).

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