Jesus repreendeu o vento criado por Deus pois sabia que a sua manifestação naquela tempestade não era uma obra divina. Jesus não repreenderia uma coisa que seu próprio Pai estivesse fazendo. No mínimo porque ele pregava o que vivia, afinal, foi ele mesmo quem disse que “todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12.25). Jesus ainda disse que NEM Satanás repreende Satanás, sendo assim, por que Jesus repreenderia uma obra de Deus? Se nem Satanás desfaz as coisas feitas a partir do seu reino, porque Jesus desfaria as coisas feitas pelo seu Pai?

Nem todos os acontecimentos sobre os quais a Bíblia narra, foram inspirados ou controlados por Deus, mas uma coisa é certa: O texto sagrado que fala sobre aqueles acontecimentos é divinamente inspirado e uma bênção para a vida de todo aquele que ler. Sabemos que existem algumas palavras do diabo na Bíblia, mas Satanás não fora inspirado por Deus para dizer as coisas que disse para que assim suas palavras pudessem estar no livro sagrado. O que Satanás disse não foi inspirado por Deus, mas o que as Escrituras dizem sobre o que ele disse certamente foi inspirado!

A Escritura é divinamente inspirada e além de ser útil é também suficiente para nos orientar na vontade de Deus para nossas vidas. O Espírito Santo nos ajuda na compreensão de cada texto que lemos, pois ele nos foi dado para conhecermos as coisas que por Deus nos foram doadas gratuitamente (1 Coríntios 2.12).

O texto de Lucas 8.22-25 está cheio de lições profundas que nos inspiram a assumirmos nossa posição de filhos de Deus neste mundo, à semelhança do nosso Senhor Jesus Cristo, que se nos tornou da parte de Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção (1 Coríntios 1.30).